Na minha opinião, se é que ela interessa para alguém, não há qualquer abuso ou incoerência no edital do concurso. Policiais, sejam homens ou mulheres, devem possuir atributos natos a serem estimulados, desenvolvidos e aprimorados no processo de adestramento e formação.

Primeiro de tudo: policial não deve se impressionar com a noticia de um crime. Seria algo como o bombeiro se assustar com o fogo ou o médico se assustar com o sangue; portanto, devem manter sempre a dignidade e a sobriedade ante ao perigo.

Segundo: policiais não provocam alarde ou disseminam o pânico; eles devem ser a salvaguarda do cidadão contra a violência, o engodo, o estelionato e o erro; portanto devem estar antes orientados, para depois orientar ao próximo.

Terceiro: policiais são a fonte de averiguação e informações sobre fatos, e não o contrário; portanto, devem possuir perspicácia e lucidez para utilizar seus atributos de investigação.

Isto sem falar dos atributos físicos que o exercício da função policial requisita. Devendo se manter e serem mantidos em seu vigor físico, boa saúde e disposição.

Por inúmeras vezes, no desenrolar da atividade policial, deparei com “profissionais” da imprensa que repetiam s seguinte pergunta chavão: “O senhor se chocou com esse crime?” Sempre recebiam como resposta: “Meu prezado jornalista, profissionais de polícia não se abalam com a conduta humana, com os fatos da vida ou com o poder da natureza”. Por certo pretendiam estampar em suas manchetes de pasquim: “Policiais ficam chocados com o que aconteceu”, certamente pretendendo escandalizar a opinião pública.

A opinião editorial dessa notícia veiculada pelo jornal, confunde machismo e ideais feministas com o reconhecimento de atributos psicológicos que fazem parte da diversidade dos indivíduos humanos. Atributos estes que são presentes nos seres humanos e até nos demais representantes de outras espécies de mamíferos. Pretendem, nitidamente, disseminar, pela crítica ácida e irônica, a já malfadada ideologia feminista e de gênero, reduzindo todo o mundo a “mocinhas covardes”.

Nesse desenrolar, fiquem cientes: a Policia não se abala com a noticia de um crime, nem se abala com incidências; o policial, seja homem ou mulher, deve manter-se ciente, lúcido e orientado; apto a liderar esforços e inibir condutas; ser instrumento da solução e não parte do problema. Desejável, portanto que os policiais possuam determinadas características e atributos para a função e que o adestramento vise neles desenvolver essas qualidades. Fiquem cientes, também, que as policiais femininas são “mulheres corajosas”, que se ombreiam aos homens, sem perderem sua feminilidade.

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Manchete: “Seleção para cadetes tem edital que pede que futuros integrantes da corporação não se emocionem, não se impressionem com cenas violentas e suportem vulgaridades” #Estúdioi #GloboNews

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