A expressão “obrigado” ou “muito obrigado” ou “obrigado a você” é uma abreviação ou simplificação da expressão mais completa “fico-lhe muito obrigado a você pelo favor que me fez”. Ou seja, declaramos nos tornar devedores de outrem pelo serviço que nos foi prestado, criando um elo de compromisso do favorecido a seu beneficente.

A resposta adequada ao agradecimento seria “por nada” ou “de nada” ou “não há de quê” (cuja expressão completa é “você não fica obrigado por nada” ou “de nada fazer” ou “não há de que para sentir-se obrigado”), o que significa que aquele que prestou o serviço ou ajuda, ao responder, declara que o fez em troca de nada, por pura educação ou liberalidade, porquanto nada pede, espera ou deseja em troca.

A palavra “obrigado” é originada da expressão latina “obligatus”, conjunção das palavras “ob” e “ligare” (estar ligado). Diz-se pelo fato de criar-se um elo de ligação (“obligatio”) entre credor e devedor. Em tempos romanos antigos, havia um costume de atarem-se os punhos com uma fita ou cordel, para que ambos “obligati” fossem cumprir a “obrigação” em local e tempo futuros.

Daí, também, se entende que, sendo uma mulher a agradecer ela deve dizer no gênero feminino “obrigada”, posto que é ela quem está se obrigando.

Portanto, dizer “muito obrigado” e responder “por nada”, é questão de educação e civilidade, para que, como dizia Nelson Rodrigues, não voltemos a urrar no bosque.

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