Vamos pensar um pouco sobre esse assunto:

Pessoas estão sendo contra a sentença e tratando como “cura gay” algo que nem mesmo procuraram ler para uma completa compreensão.

Na verdade o propósito da sentença é simples: permitir que psicólogos tratem seus pacientes homossexuais para que eles aceitem a sua orientação; ou, se quiserem e apenas se quiserem, poderem ter o direito de receber do psicólogo o tratamento de reorientação sexual.

A sentença não somente tem a ver com a liberdade e direitos fundamentais do paciente, mas também com a muito importante liberdade do profissional de psicologia. Para que este possa exercer sua atividade sem constrangimentos e, democraticamente, oferecer a possibilidade de atendimento aos mais diversos tipos de pacientes, em toda a sua diversidade. Não seria justo que somente aqueles que procurassem sua autoafirmação homossexual ou bissexual, tivessem a possibilidade de atendimento pelo sistema público de saúde, deixando de lado aqueles outros que, com dificuldades, buscam a sua opção heterossexual. Seria um sério ataque à liberdade profissional, que o psicólogo estivesse impedido de prestar tal tipo de atendimento a seu paciente.

A sentença não somente tem a ver com a liberdade e direitos fundamentais do paciente, mas também com a muito importante liberdade do profissional de psicologia. Para que este possa exercer sua atividade sem constrangimentos e, democraticamente

Os psicologos sabem que o tratamento não está relacionado com uma “cura”. O tratamento visa melhorar a aceitação e, por consequência, o bem estar e felicidade do paciente. E, portanto, devem ter o direito e a responsabilidade de tratar seus pacientes da melhor forma possível.

achar que tudo que se deseja deva ser atendido ou tudo que se sente deva ser realizado, sem qualquer restrição ou isentos de quaisquer responsabilidades pelas consequências

Um dos grandes erros dessa nova geração de pensadores, é achar que tudo que se deseja deva ser atendido ou tudo que se sente deva ser realizado, sem qualquer restrição ou isentos de quaisquer responsabilidades pelas consequências. Achando, em um equívoco raso, que o pleno atendimento de seus desejos é o que lhes traria felicidade, se revoltam insurgindo contra qualquer ideia que tragam regras ou disciplina ou que sejam meramente restritivas, olvidando do sempre presente resultado advindo daquelas decisões. Nesse desenfreado caminho de busca da felicidade pela completa liberdade, ao atacar qualquer ideia que lhes pareçam conservadora, acabam por não perceber que algumas daquelas são exatamente as que lhes garantem o pleno direito de pensar e decidir.

A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, frequentemente designada pela sigla CID (em inglês: International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems – ICD) fornece códigos relativos à classificação de doenças e de uma grande variedade de sinais, sintomas, aspectos anormais, queixas, circunstâncias sociais e causas externas para ferimentos ou doenças. E vejam só: para que o paciente tenha direito à terapia de reorientação sexual (chamada ainda terapia de conversão ou terapia reparativa) junto ao sistema público de saúde, sua circunstância deve ser classificada pela CID-10, ou não haveria possibilidade de atendimento até mesmo para aquele que deseja viver sua plena transexualidade. Ao negar, genérica e peremptoriamente que as dificuldades relacionadas com as variações de opções sexuais não seja doença, o paciente, seja ele homo, hétero ou trans, fica, como consequência, impossibilitado de buscar o atendimento custeado pelo sistema público de saúde.

Observe portanto que, ser “gay” não é doença, mas o sofrimento psíquico ou corporal provocado pelas dificuldades com a aceitação ou negação de sua própria sexualidade, pode ser assim considerado.

A vida é feita de escolhas, mas para cada uma delas, sempre haverão consequências.

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