Entre socorrer a vítima levemente ferida e seu algoz ferido gravemente, qual teria sido a escolha de Jesus? (*)

Primeiro Jesus salvaria a vítima e depois também o algoz, porque Deus é primeiramente justo, depois misericordioso.

Entretanto lembre-se, Jesus também é Deus e Ele disse: “Quem poupa o lobo sacrifica as ovelhas”. É bastante comum o pensamento de que Jesus, por ser filho do Deus de amor infinito possa sobrepor a bondade em detrimento da justiça, mas não é assim porque Ele é benevolente mas não é ingênuo. É provável que Jesus, além da vítima, também salvasse o algoz, mas isto se este mostrasse verdadeiro arrependimento, e assim diria “Vá e não peque mais”. Um pai que não repreende seus filhos, arrisca-se a definitivamente perdê-los.

“Quem poupa o lobo sacrifica as ovelhas”

Mas, em verdade, Ele nos ensinou também que “quem com ferro fere, com ferro será ferido”. Lembremos da Santíssima Trindade, onde o Pai, o Filho e o Espírito Santo, são parte mas também são uno e lembremos que sendo parte d’Ela como filho, possui também todos os predicados do pai. Lembremos que Deus Pai é íntegro e verdadeiro. Lembremos, por fim e definitivamente, que Ele não salvou o demônio, mas ao contrário, o lançou à danação eterna do inferno. Sendo o todo-poderoso Ele poderia tê-lo salvo, porque Ele tudo pode. Se não o fez, isto deve encerrar um ensinamento poderoso: o de que nem todos tem salvação. Ele não salva os pecadores capitais, nem tampouco os suicidas.

“Não ignore a realidade do inferno, pois poderá começar a tê-lo ainda quando em vida”

Não dê autorização aos ímpios em suas iniquidades, não permitas a injustiça. Não ignore a realidade do inferno, pois poderá começar a tê-lo ainda quando em vida. A justiça de Deus exige pagamento justo pelo pecado (e o salário do pecado é a morte – Romanos 6:23). Pelo amor, ele paga o preço, oferece perdão e se torna justificador dos pecadores.

(*) Texto inspirado em uma conversa publicada no facebook
Vexata quaestio é um brocardo latino cujo significado seria “questão controversa” ou literalmente “questão tormentosa”
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Um comentário sobre “A vexata quaestio

  1. Dúvida: se o amor de Deus é infinito como ele pode abandonar um filho, por pior que seja, ao castigo eterno, coisa que qualquer mortal não faria com seu filho?

    Porque, como dito antes, Deus primeiro é justo antes de bondoso.

    Ele continua amando. Só não deseja ser injusto com os demais. E, também, porque Ele é coerente e íntegro: Ele conferiu ao homem o livre arbítrio; e se aquele homem não deseja ser salvo, Ele não irá impor a sua salvação (porquanto aí não seria livre aquele espírito). O arrependimento que leva à salvação é um ato de vontade própria.

    Mas é preciso não se iludir e alimentar esperanças vãs: Deus não possui o menor constrangimento de fazer juntar os pecadores veniais ao seu líder decaído naquele lugar de aflição perpétua.

    Todas estas questões, bem lá no fundo, sabemos que tratam simplesmente de nossas próprias escolhas. De como escolheremos nos comportar, de como iremos nos auto determinar e quais serão as consequências advindas de nossos atos, porque bem sabemos quais serão estas.

    E assim tal como não enganamos a nosso Deus onisciente, em verdade não enganamos também a nossa própria consciência.

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