Entendendo porque o magnata Donald Trump pode vir a ser o novo presidente dos Estados Unidos da América.

Os jornalistas (de todas as correntes ideológicas) estão absolutamente chocados e desconcertados sem entender por qual motivo Trump vem simplesmente subindo e vencendo todas as etapas da Convenção do Partido Republicano nos Estados Unidos da América (EUA) a caminho da presidência.

No início, tratavam jocosamente. Um palhaço, um bufão. Uma figura histriônica e ridícula. Entretanto ele prosseguiu. A meio caminho andado das convenções diziam ser uma pequena surpresa que nunca passaria. Afinal, diziam eles, “convenhamos que o preconceito o retrocesso e o politicamente incorreto atualmente não mais teriam vez”. Agora, já próximo ao fim das disputas, Trump se mantém firme, vencendo a convenção dos Republicanos e deixando para trás, em um rastro de lama atirada por sua carruagem desenfreada, a concorrente opositora do partido Democrata Hillary Clinton.

Mas o que aconteceu, que vem levando Trump a essa possível vitória?

A aposta de Trump é mobilizar e entusiasmar a base do Partido Republicano, a classe conservadora. Se ele conseguir 70% desse eleitorado, conseguirá derrotar a coalisão das minorias raciais, dos homossexuais, dos jovens e das mulheres lideradas por Hillary Clinton.

Mas quem são essas pessoas que votam em Trump?

Em entrevista, Jay Nordlinger, editor sênior da National Reviel, a essa pergunta deu a seguinte resposta:

“São os descontentes. Pessoas que estão decepcionadas. Pessoas que se sentem abandonadas, deixadas para trás e em desvantagem em relação aos privilégios. São pessoas com ressentimentos, alguns justificados, e que sentem que, mesmo sendo a maioria, seus privilégios escaparam para um lugar distante. Eles acham que Hillary Clinton continuará com esse abandono e estão desesperados para acabar com isso. Eles veem a atuação, até então, do próprio Partido Republicano como muito tímida. Muito branda, muito fraca, muito acomodada. Incapaz de os proteger. E eles estão cansados disso.

Então, esse “grande homem”, o demagogo Trump apareceu e prometeu esmagar os inimigos! E seu estilo é tão belicoso quanto o das militâncias esquerdistas, até mais ainda. E muitas pessoas responderam a isso e disseram: Sim, é disso que precisamos. É o que precisamos aqui e agora. Chega de educação! Chega de nobreza! Chega de cortesia! Chega de civilidade! Disseram: Que homem bom e decente, que nada. Que homem sóbrio, reservado, moral e religioso, que nada. Chega disso! Muita gente disse: Precisamos de um homem bruto, duro, um f.d.p.! Precisamos de alguém que vá dar conta do recado…”

Essa, provavelmente, será a reedição do perfil nacionalista americano, desde a eleição de Ronald Reagan.

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Um comentário sobre “Trump

  1. Não estou dizendo que eu, particularmente, prefira que Donald Trump vença as eleições americanas. Estou considerando que há uma grande possibilidade de que ele venha a ganhar.

    Interessante, também, é a postura do resto do mundo ocidental, principalmente dos intelectuais, de quererem intervir na vontade eleitoral estadunidense. Como se constituíssem numa classe de cidadãos norte-americanos à distância.

    Nesse sentido, chega ser quase cômica a postura do jornalismo de esquerda.

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