O Rio tem mais história do que se imagina.

O trecho da Avenida Niemeyer onde aconteceu o acidente com a ciclovia é conhecido como “Gruta da Imprensa” e foi construído em 1920, nas obras de melhoria para a visita do Rei Alberto da Bélgica, numa reforma no costão do morro Dois Irmãos.

Antes da “ciclovia” era possível acessar o local por uma escadaria que dava acesso aos “arcos da gruta” – que sustentam o trecho da via denominado viaduto Rei Alberto.

O nome “Gruta da Imprensa” foi dado em razão da concentração de repórteres que acontecia quando da realização das corridas automobilísticas do Circuito da Gávea no trecho denominado “Trampolim do Diabo”, promovidas pelo Touring Club do Brasil.

Falando em nomes, a avenida se chama Niemeyer não pelo famoso arquiteto Oscar, mas pelo homem que a tirou do papel, o engenheiro militar Conrado Jacob de Niemeyer, fundador do Clube de Engenharia.

Parece que cada pequena parte de nossa Cidade possui mais história do que se imagina e deveria ser sempre respeitada.

*Clique no link e veja algumas fotos e pequeno histórico

http://www.rioquepassou.com.br/2012/08/22/gruta-da-imprensa-circa-1973/

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Um comentário sobre “Antes da Ciclovia

  1. Recebí os seguintes comentários de Ricardo Niemeyer, bisneto do engenheiro Oscar:

    “Perfeita sua observação Paulo, e pelo que confirmei através de minha prima mais velha Anita Luisa Niemeyer Esposel, no caso específico da obra da Av Niemeyer não houve na época de sua construção, a ingestão de um centavo do dinheiro público! Meu bisavô Conrado bancou a obra de seu bolso e entregou de presente à prefeitura, mais um comparativo às avessas com esta ciclovia assassina de R$ 45.000.000, Esta é a foto de sua inauguração: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1271202556241387&set=a.736859119675736.1073741825.100000549655456&type=3

    Interessante este histórico Paulo César Guimarães. Eu desconhecia tantos detalhes sobre a avenida construída pelo meu bisavô paterno Conrado. Vergonhoso e condenável foi este projeto falho da ciclovia vizinha, construída em pleno século XXI e já causadora da morte de pessoas, muito triste. Prefeitura e engenheiros responsáveis tem que ser duramente penalizados!”

    _______________

    Grata surpresa Ricardo Niemeyer saber que estamos falando com o descendente ilustre de uma pessoa que fez parte da história de nossa Cidade. Realmente, conhecer a história de nossa Cidade nos faz integrar a ela.

    Aliás, falando em história, alguns profissionais da atualidade parece que desprezam em sua grade curricular o estudo da história. Em qualquer área do conhecimento humano aplicado (engenharia, medicina, segurança etc.) a história é muito importante como elemento de ligação e consolidação.

    As obras arquitetônicas na cidade do Rio de Janeiro, sempre tiveram a tradição de se preocupar com o melhor modelo de urbanismo, unindo a função e a beleza como elementos indissociáveis e indispensáveis. Pereira Passos parece foi quem reinaugurou modernamente esses conceitos e deu visibilidade a essa tradição que já era objeto de preocupação nas obras no período do império. Ele imprimiu os conceitos da escola francesa transformando o Rio numa “pequena Paris”.

    Inicialmente concebida para ser uma estrada de ferro, a história da Avenida Niemeyer (como os muitos outros logradouros de toda cidade antiga, como é o Rio) carregam muito mais lembranças que devem ser respeitadas em toda restauração, reforma ou mudança.

    A ciclovia é plasticamente feia, obstrui a visão, não respeitou a história arquitetônica da avenida, é frágil, já está enferrujando com rachaduras a olhos vistos e parece possuir inúmeros outros defeitos. Quando verificamos os detalhes da construção da ciclovia, desde lá do calçadão em São Conrado que já está desmoronando fica notável o amadorismo, a irresponsabilidade, a usura e o desrespeito.

    Na minha opinião, portanto, essa ciclovia deveria ser demolida e todo o projeto reformulado. Todo o dinheiro gasto nessa ciclovia está perdido. Os gastos para tentar reparar o que já existe de equivocado presumo que serão muito maiores.

    Uma terrível pena.

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