Já está na hora de deixar de ser enganado: Socialismo, Capitalismo e Democracia

Existe atualmente uma evidente vontade de implantação da ideologia de esquerda que pretende nos levar a ter aversão a quem ganha mais dinheiro que a maioria, quais sejam “os empresários malvadões”. Por decorrência deste pensamento de esquerda, que há anos vem se tentando implementar no Brasil, muitos são ou se dizem simpáticos às causas sociais ou ao ideal socialista sem sequer saber o que em realidade isto significa. Eu sei. Eu também já fui iludido e pensei assim. Mas está na hora de abrir os olhos e deixar de ser mais um incauto.

Criaram o conceito de “social democracia”. A social-democracia é uma ideologia política que apoia intervenções econômicas e sociais do Estado para atender a um desejo de justiça social dentro de um sistema basicamente capitalista. Diz ser e uma política envolvendo sindicatos, regulação econômica para o interesse geral da população, com intervenções para supostamente promover uma distribuição de renda mais igualitária e um compromisso para com a democracia representativa. É uma ideologia política que se auto situa como de centro-esquerda por partidários do marxismo que acreditavam que a transação para uma sociedade socialista deveria ocorrer sem uma revolução, mas sim por meio de uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo supostamente mais igualitário. A diferença fundamental entre o conceito de social-democracia e outras formas de socialismo, como o marxismo ortodoxo, é a crença na supremacia da ação política em contraste à supremacia da ação econômica ou do determinismo econômico-industrial.

Sua voga impositiva foi tamanha que o político que não mencionasse proposta de “justiça social” estava condenado a ser considerado “reacionário” e mesquinho, possivelmente fadado a uma não eleição. É possível perceber a grande quantidade de partidos políticos que inseriram o termo “social” em suas legendas.

Uma coisa que você tem que ter em mente é que ganhar o dinheiro que te pagam em troca do que você oferece licitamente não é errado. Isso se chama: oferta e demanda. É a lei do capitalismo liberal clássico. E não há nada de errado nisso. Nós, que sofremos toda essa influência , passamos a tomar conta da vida e do dinheiro dos outros para concluir, numa moral equivocada, que ganhar dinheiro é errado e ser rico é pior ainda. A moralidade é introduzida no conceito, modificando o significado dos termos transformando-o em um verdadeiro “pecado capital”.

Neoliberalismo é um termo que tem sido utilizado, para descrever o ressurgimento de ideias associadas ao capitalismo (apresentadas pela suavização do liberalismo clássico). Seus defensores advogam em favor de políticas de liberalização econômica extensas, como as privatizações, austeridade fiscal, desregulamentação, livre comércio, e o corte de despesas governamentais a fim de reforçar o papel do setor privado na economia.

Embora o comunismo (ou socialismo) misture a organização política com o modelo econômico (de “mercado”), o capitalismo não se confunde com a Democracia, sendo o primeiro o dito modelo econômico e o segundo forma política de organização do Estado. Em vista desta conformação, no socialismo (ou comunismo) é praticamente impossível dissociar o modelo político do modelo econômico. Ontologicamente o comunismo sobrevive do apoderamento da coisa privada. E talvez por isso o capitalismo seja a forma de maior sucesso adotada na maioria das democracias mais estáveis.

A verdade é que todo socialista, social-democrata ou outros termos que tais, são em verdade comunistas. Em maior ou em menor grau. Pretendem utilizar os recursos do Estado, não para dar oportunidade a quem precisa se desenvolver e também se transformar em contribuinte, mas para simplesmente sustentar aqueles que não contribuem minimamente. Em meio a essa ânsia clientelista em oferecer amparo aos desfavorecidos está a necessidade de se obter recursos para patrocinar toda a sorte de assistencialismo social. E quem senão a classe média possui toda essa força de recursos monetários – afinal é a classe média que trabalha no mercado formal, paga seus impostos e sustenta toda a pirâmide.

Misturam caridade e compaixão com leniência e demagogia. Provocam a frouxidão das leis para com os desfavorecidos e, com isso, deixam que os inescrupulosos se aproveitem dessa mesma indulgência, principalmente porque esses últimos sabem exatamente como desviar os recursos em seus próprios benéficos. Criam antagonismo entre os ricos e os pobres. Como se ser rico fosse amoral e ser pobre fosse ético. Querem sobretaxar as grandes fortunas (afugentando os investidores), quando somente taxar já seria o justo.

Ser capacitado, tornar-se um empreendedor, alcançar sucesso, ganhar dinheiro, pagar justos impostos e ter seu patrimônio protegido é tudo de bom e o que de melhor se espera em uma sociedade verdadeiramente democrática. Ruim é se apropriar da coisa pública, em qualquer nível. Desde o alto gestor público que se apodera das comissões, quanto o pequeno miserável que invade um terreno (que pode estar vazio mas tem dono, porque é de todos).

Não sou socialista. Definitivamente. Não quero ser apenas eu a pagar impostos: quero que todos trabalhem e paguem os seus!

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Um comentário sobre “Intentona Socialista 

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